/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/W/n/SijDaxTNOUpizv6iBo6A/18.12.18-cinepolis-crianca-editada-site.jpg)
Caso aconteceu nesta segunda-feira (17) no Cinépólis do Manaíra Shopping.
O Cinépolis do Manaíra Shopping, em João Pessoa, foi autuado nesta
segunda-feira (17), por propaganda enganosa e descumprimento do Código
de Defesa do Consumidor, pelo Programa de Proteção e Defesa do
Consumidor do Ministério Público da Paraíba (MP-Procon), Procon de João
Pessoa e Delegacia do Consumidor, após impedir que consumidores pudessem
entrar em uma sessão.
O caso aconteceu após a gerência do cinema alegar que estava com
problemas para validar os ingressos adquiridos através de uma promoção
em um site de compras coletivas. Entre os clientes, estavam mais de 80
crianças e adolescentes de uma escola pública do município de Cruz do
Espírito Santo.
Segundo a professora responsável pelos estudantes, Lucinéia Teixeira,
“a gerência não teve sensibilidade para ver que se tratavam de crianças.
Muitas começaram a chorar, pensando que teríamos que voltar para nossa
cidade, sem ir ao cinema. Foi muita humilhação e constrangimento”.
O caso só foi resolvido com a chegada do Ministério Público, Procon e a
delegacia. As crianças e adolescentes tiveram o acesso liberado à sala,
mas segundo Lucinéia, outros clientes começaram a chegar na sessão e
“mandavam os alunos saírem das poltronas porque tinham comprado aquele
assento”.
De acordo com o promotor de Justiça de Defesa do Consumidor da Capital e
diretor do MP-Procon, Francisco Glauberto Bezerra, será instaurado
inquérito civil público para apurar a responsabilidade do Cinépolis e do
site 'Peixe Urbano' no caso. “Esses alunos sofreram uma violência
silenciosa”, disse. Ainda segundo o promotor, outros clientes que se
sentiram constrangidos ou lesados com a situação podem procurar o
MP-Procon.
Além da autuação, o estabelecimento deve ser multado, conforme prevê o
Código de Defesa do Consumidor. O Cinépolis tem dez dias para apresentar
defesa junto ao MP-Procon.
Comentários